18/09/07

Lula defenderá biocombustíveis

No dia 25, presidente discursará na tribuna das Nações Unidas e pedirá um mercado mundial para o álcool. Na véspera, participa de seleto encontro com Bush, Sarkozy, Merkel e o anfitrião, Ban Ki-moon.

Uma semana depois de divulgar o etanol brasileiro nos países nórdicos e na Espanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para levar o tema à tribuna mais alta da cena internacional. Será na manhã do dia 25 de setembro, durante a sessão de abertura da 62ª Assembléia Geral das Nações Unidas. O Correio apurou que Lula prepara um discurso contundente em defesa do uso dos biocombustíveis e da necessidade de se criar um mercado mundial para o álcool da cana-de-açúcar, um aliado perfeito na luta contra as mudanças climáticas e o aquecimento global.

Diante dos líderes das nações desenvolvidas, o chefe de Estado brasileiro também reafirmará o empenho do país para a conclusão da Rodada de Doha e a ampliação do Conselho de Segurança da ONU. A fim de reafirmar o compromisso do governo brasileiro com o desenvolvimento sustentável, Lula vai propor a realização da Rio+20, uma conferência internacional para avaliar os compromissos assumidos em 1992 na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - que ficou conhecida como Rio-92 e teve como sede a capital carioca.

Lula chega a Nova York na noite do dia 24, para participar de um seleto jantar de trabalho oferecido pelo secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon. Além do brasileiro, foram convidados os presidentes George W. Bush (Estados Unidos) e Nicolas Sarkozy (França), além da primeira-ministra alemã, Angela Merkel. Outros poucos nomes, como o do russo Vladimir Putin, também estão sendo aventados. No cardápio político, um tema indigesto para os mandatários dos países mais industrializados e mais poluidores: a luta para reduzir o aquecimento global, tema prioritário para o próximo ano de atividades da ONU.


Influência

Será a oportunidade de ouro para Lula negociar um acordo concreto que impulsione o mercado mundial do etanol. Feito isso, estará claro que o Brasil é um global player (ator global), capaz de influenciar decisivamente na política planetária. Os bons índices de redução de pobreza absoluta e mortalidade infantil - parte essencial das oito Metas de Desenvolvimento do Milênio - serão capitalizados pelo presidente na mesa de debates. Lula também manterá reuniões bilaterais, entre elas com Ban Ki-Moon, Sarkozy e o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono.

(Fonte: Portal do Agronegócio)

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